Posted by : PS4 - Dicas, Cheats, Guias, Troféus e muito mais terça-feira, 6 de janeiro de 2015


CELEBRAÇÃO DA PAIXÃO DO SENHOR 
Sexta-feira da Paixão | Beijo da Cruz

INTRODUÇÃO

312. Neste dia, em que “Cristo nossa Páscoa foi imolado”, torna-se clara realidade o que desde há muito havia sido prenunciado em figura e mistério: a ovelha verdadeira substitui a ovelha figurativa, e mediante um único sacrifício realiza-se plenamente o que a variedade das antigas vítimas significava.

Com efeito, “a obra da Redenção dos homens e da perfeita glorificação de Deus, prefigurada pelas suas obras grandiosas no povo da Antiga Aliança, realizou-a Cristo Senhor, principalmente pelo mistério pascal da sua bem-aventurada Paixão, Ressurreição de entre os mortos e gloriosa Ascensão, ministério este pelo qual morrendo destruiu a nossa morte e ressuscitando restaurou a nossa vida. Foi do lado de Cristo adormecido na cruz que nasceu o admirável sacramento de toda a Igreja. Ao contemplar Cristo, Senhor e seu Esposo, a Igreja comemora o seu próprio nascimento e a sua missão de estender a todos os povos os salutares efeitos da Paixão de Cristo, efeitos que hoje celebra em ação de graças por dom tão inefável.

313. Pelas três horas da tarde, salvo se razão pastoral leve a escolher hora mais tardia, celebra-se a paixão do Senhor que consta de três partes: liturgia da Palavra, adoração da Cruz e Sagrada Comunhão. 

314. O altar deve estar completamente desnudado, sem cruz, sem castiçais, sem toalhas. 

REQUISITOS

315. Para a celebração da Paixão do Senhor, deve-se preparar:
  • a) na sacristia:
− para o Bispo e diáconos, paramentos de cor vermelha, como para a Missa; o Bispo usará mitra simples, mas não o anel nem o báculo;
− para os restantes ministros, alvas e outras vestes devidamente aprovadas;
  • b) em lugar apropriado: 
− a cruz (coberta com o véu, no caso de se adotar a primeira forma);
− dois castiçais;
  • c) no presbitério:
− Missal;
− Lecionários;
− toalhas;
− corporais;
− estolas vermelhas para os presbíteros e diáconos que receberem a Comunhão;
  • d) no lugar em que ficou reposto o Santíssimo Sacramento:
− véu de ombros, vermelho ou branco, para o diácono;
− dois castiçais para os acólitos.

RITOS INTRODUTÓRIOS

316. O Bispo e os diáconos, revestidos de paramentos vermelhos, como para a Missa, dirigem-se em silêncio para o altar. O Bispo depõe a mitra, faz a devida reverência, prostra-se de rosto por terra, ou, se preferir, ajoelha-se no genuflexório desguarnecido, e ora em silêncio durante algum tempo. O mesmo fazem todos os demais.

317. Depois, o Bispo dirige-se com os diáconos, para a cátedra, onde, voltado para o povo e de mãos estendidas, reza a oração: Ó Deus, pela paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo. Depois, senta-se e recebe a mitra.

LITURGIA DA PALAVRA

318. Em seguida, estando todos sentados, proclama-se a primeira leitura, do Livro do profeta Isaías, com o respectivo salmo. Segue-se a segunda leitura, da Epístola aos Hebreus.

319. Começando o canto antes do Evangelho, todos se levantam, exceto o Bispo. Para a leitura da história da Paixão, não se usam incenso nem luzes. Os diáconos que vão ler a história da Paixão pedem a bênção ao Bispo e recebem-na como de costume. O Bispo depõe a mitra e levanta-se. Em seguida, lê-se a história da Paixão segundo São João. Omite-se a saudação ao povo e o sinal da cruz sobre o livro.

Depois de anunciada a morte do Senhor, todos se ajoelham, e faz-se pequena pausa. No fim, diz-se: Palavra da salvação, mas não se beija o livro. Terminada a história da Paixão, o Bispo profere breve homilia. No fim, os fiéis podem ser convidados pelo Bispo ou por diácono a orar por breve espaço de tempo.

320. Após a homilia, o Bispo, de pé, sem mitra, junto da cátedra ou, se for mais conveniente, junto do altar, recita de mãos estendidas a oração universal, como vem no Missal, escolhendo, se for necessário, as orações mais apropriadas. As fórmulas invitatórias, que exprimem as intenções desta oração, podem, se for conveniente, ser proferidas pelos diáconos, do ambão. Durante todo o tempo destas orações, os fiéis podem permanecer de joelhos ou de pé.

ADORAÇÃO DA SANTA CRUZ

321. Segue-se a isto a apresentação e adoração da Santa Cruz, adotando uma das formas propostas pelo Missal:

a) Primeira forma de apresentar a Santa Cruz: Enquanto um diácono leva a Cruz velada até ao altar, acompanhada de dois acólitos com velas acesas, o Bispo dirige-se para o altar com os seus diáconos assistentes. Aí, de pé, sem mitra, recebe a Cruz e vai descobrindo-a sucessivamente por três vezes, apresentando-a aos fiéis para que a adorem, entoando, cada vez, a fórmula invitatória: Eis o lenho da cruz(que o diácono pode continuar, ou conforme o caso, o coro). Todos respondem: Vinde, adoremos. Terminado o canto, todos se ajoelham e adoram em silêncio durante uns breve momentos, enquanto o Bispo se mantém de pé, sustentando a Cruz levantada. Em seguida, acompanhado por dois acólitos com velas acesas, o diácono leva a Cruz para a entrada do presbitério, ou para outro lugar adequado, e aí a coloca ou a entrega aos ministros para que a sustentem, depois de colocarem as velas à direita e à esquerda da Cruz.

b) Segunda forma de apresentar a Santa Cruz: Enquanto o Bispo permanece de pé, e sem mitra junto da cátedra, o diácono, acompanhado dos acólitos, dirige-se para a porta da igreja, e aí recebe a Cruz descoberta; os acólitos tomam-se os castiçais com as velas acesas, e organiza-se a procissão pela igreja em direção ao presbitério. Junto à porta, ao meio da igreja e à entrada do presbitério, o diácono eleva a Cruz e canta-se a fórmula invitatória: Eis o lenho da Cruz, e todos respondem: Vinde, adoremos. Depois de cada resposta, permanecendo o Bispo de pé, todos se ajoelham e adoram em silêncio por uns breves momentos. Em seguida, o diácono coloca a Cruz à entrada do presbitério, ou noutro lugar, como ficou dito acima.

322. Para a adoração da Cruz, vai primeiro o Bispo, sem mitra, sem casula e, se lhe parecer bem, sem sapatos, de cabeça descoberta. Ajoelha diante da Cruz, beija-a, e retira-se para a cátedra, retoma o calçado e a casula, e senta-se, sem mitra. Após o Bispo, vão os diáconos, depois o clero e os fiéis. Vão passando em forma de procissão, saúdam a Cruz com a simples genuflexão ou com outro sinal adequado, de acordo com os costumes de cada região, por ex., beijando a Cruz. Enquanto isso, canta-se a antífona: Adoremos Senhor, vosso madeiro, os Lamentos do Senhor, ou outros cantos apropriados. À medida que adoraram a Cruz todos se sentam nos seus lugares.

323. A Cruz exposta à adoração deve ser uma só. Se os fiéis, por serem muitos, não puderem aproximar-se um a um, o Bispo, depois de uma parte do clero e dos fiéis ter adorado, toma a Cruz, e, no estrado do altar, com breves palavras convida o povo à adoração da Santa Cruz; em seguida, sustenta-a levantada durante algum tempo, e os fiéis adoram-na em silêncio.

SAGRADA COMUNHÃO

324. Terminada a adoração, a Cruz é levada pelo diácono para o seu lugar no altar, enquanto o Bispo volta para a cátedra. Os castiçais acesos colocam-se junto do altar ou perto da Cruz. Estende-se a toalha sobre o altar, e colocam-se o corporal e o Missal.

325. Em seguida o diácono, com o véu de ombros, leva o Santíssimo Sacramento, pelo caminho mais curto, do lugar de reposição para o altar. Acompanham o Santíssimo Sacramento dois acólitos com castiçais acesos, que colocam junto do altar ou sobre ele. Enquanto isso, o Bispo e todos os demais levantam-se e ficam de pé em silêncio.

326. Quando o diácono colocar o Santíssimo Sacramento sobre o altar e descobrir a píxide, o Bispo aproxima-se com os diáconos, genuflete e sobe ao altar. Recita-se a oração dominical com o respectivo embolismo e distribui-se a Comunhão, na forma indicada no Missal.

327. Se o Bispo participar da ação sagrada, mas sem presidi-la, convém que, pelo menos depois da adoração da Cruz, revista, sobre o roquete, a estola e o pluvial de cor vermelha e presida ao rito da Comunhão. Se nem isto fizer, toma a estola para a Comunhão, e comunga junto ao altar por suas próprias mãos, logo a seguir ao celebrante.

328. Terminada a distribuição da Comunhão, o diácono, com o véu de ombros, leva a píxide para o lugar preparado fora da igreja, ou, se as circunstâncias assim o exigirem, coloca-a no sacrário;

329. Em seguida, o Bispo, observando, se convier, algum tempo de silêncio sagrado, recita a oração depois da Comunhão.

RITO DE CONCLUSÃO

330. Terminada a oração depois da Comunhão, segue-se a despedida: o Bispo, de pé, voltado para o povo, de mãos estendidas sobre ele, reza a oração: Que a vossa bênção.

331. O Bispo genuflete à Cruz, recebe a mitra, e todos se retiram em silêncio. Em tempo oportuno, desnuda-se o altar.
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Fonte: Cerimonial dos Bispos, Capítulo X

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