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- Quinta-Feira Santa (Missa de Lava-Pés)
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terça-feira, 6 de janeiro de 2015
Celebrada na Quinta-feira Santa | Missa de lava-pés
DESCRIÇÃO DA MISSA
297. Nesta Missa, que se celebra na tarde da Quinta-feira Santa, a Igreja dá início ao sagrado Tríduo Pascal e propõe-se comemorar aquela última ceia na qual o Senhor Jesus, na noite em que ia ser entregue, tendo amado até ao fim os seus que estavam no mundo, ofereceu a Deus Pai o seu Corpo e Sangue sob as espécies ao pão e do vinho, e os entregou aos Apóstolos para que os tomassem, e lhes mandou, a eles e aos seus sucessores no sacerdócio, que os oferecessem também.Nesta Missa, faz-se, portanto, memória: da instituição da Eucaristia, memorial da Páscoa do Senhor, na qual se perpetua no meio de nós, através dos sinais sacramentais, o sacrifício da nova Lei; da instituição do sacerdócio, pelo qual se perpetua no mundo a missão e o sacrifício de Cristo; e também da caridade com que o Senhor nos amou até à morte. Tudo isto procure o Bispo propô-lo de forma adequada aos fiéis mediante o ministério da palavra, para que eles possam penetrar mais profunda e piedosamente em tão sublimes mistérios e vivê-los mais intensamente na prática da sua vida.
298. Embora o Bispo tenha já celebrado de manhã a Missa crismal, tenha, contudo, a peito celebrar igualmente a Missa da Ceia do Senhor, com a participação plena dos presbíteros, diáconos, ministros e fiéis reunidos em torno de si. Os sacerdotes que houverem concelebrado na Missa crismal podem igualmente concelebrar outra vez na Missa vespertina.
REQUISITOS
299. Além do que é requerido para a celebração da Missa estacional, deverá preparar o seguinte:- a) em lugar conveniente do presbitério:
− véu de ombros;
− um segundo turíbulo com a respectiva naveta;
− tochas e velas.
- b) no lugar onde se faz o lava-pés:
− jarro com água e bacia;
− toalhas para enxugar os pés;
− gremial de linho para o Bispo;
− as coisas necessárias para o Bispo lavar as mãos.
- c) na capela onde se guarda o Santíssimo Sacramento:
− luzes, flores e outros ornamentos adequados.
DESCRIÇÃO DO RITO
300. Preparação, entrada na igreja e liturgia da Palavra cumprem-se como de costume da Missa estacional. Enquanto se canta o hino: Glória a Deus na alturas, tocam-se os sinos, os quais, depois deste toque, ficam silenciosos até à Vigília Pascal, a não ser que a Conferência Episcopal ou o Bispo diocesano, segundo as conveniências, determine outra coisa. Dentro deste mesmo período, podem-se utilizar o órgão e outros instrumentos musicais, mas só para sustentar o canto.301. Após a homilia, na qual serão postos em relevo os importantíssimos mistérios que nesta Missa são recordados, ou seja, a instituição da Sagrada Eucaristia e da ordem sacerdotal, bem como o mandamento do Senhor sobre a caridade fraterna, procede-se, onde razões pastorais o aconselharem, ao lava-pés. Os homens que para isso tenham sido escolhidos são conduzidos pelos ministros para os assentos preparados em lugar adequado. O bispo depõe a mitra e a casula, mas não a dalmática, no caso de a usar, cinge-se, se for conveniente, com um gremial de linho adequado, aproxima-se de cada um dos homens, deita-lhes água nos pés e enxuga-os, ajudado pelos diáconos. Enquanto isso, cantam-se as antífonas indicadas no Missal, ou outros cantos adequados.
302. Depois do lava-pés, o Bispo volta para a cátedra, lava as mãos e retoma a casula. Como nesta Missa não se recita o símbolo, segue-se imediatamente a oração universal.
303. No início da liturgia eucarística, pode-se organizar uma procissão de fiéis com dádivas destinadas aos pobres. Entrementes, canta-se: Onde o amor e a caridade ou outro canto apropriado.
304. Desde a preparação dos dons até a Comunhão, inclusive, faz-se tudo como na Missa estacional, com os textos próprios da Oração eucarística que vêm no Missal.
305. Terminada a Comunhão dos fiéis deixa-se em cima do altar a píxide com as partículas para a Comunhão do dia seguinte, e reza-se a oração depois da Comunhão.
306. Dita esta, e omitidos os ritos de conclusão, o bispo, de pé diante do altar, impõe incenso no turíbulo e benze-o; e, de joelhos, incensa o Santíssimo Sacramento. Depois recebe o véu de ombros, sobe ao altar, genuflete e, ajudado pelo diácono, recebe a píxide nas mãos, cobertas com as extremidades do véu.
307. Organiza-se a procissão, na qual, através da igreja, é levado o Santíssimo Sacramento até ao lugar de reposição, preparado numa capela. À frente, vai um acólito com a cruz, acompanhado dos acólitos que levam os castiçais com as velas acesas; a seguir, o clero, os diáconos, os concelebrantes, o ministro com o báculo do Bispo, dois turiferários com os turíbulos fumegando, o Bispo com o Santíssimo Sacramento, um pouco atrás os dois diáconos assistentes, depois os ministros do livro e da mitra. Todos levam velas; e, junto do Santíssimo Sacramento, levam-se tochas. Enquanto isso, é cantado o hino Canta, Igreja (omitindo as duas últimas estrofes) ou outro canto eucarístico, conforme os costumes locais.
308. Ao chegar ao lugar da reposição, o Bispo entrega a píxide ao diácono. Este depõe-na sobre o altar ou dentro do sacrário, cuja porta deixa aberta. E enquanto se canta: tão sublime sacramento, ou outro canto apropriado, incensa, de joelhos, o Santíssimo Sacramento. Depois, o diácono introduz o Santíssimo no sacrário ou fecha a porta.
309. Após breves momentos de adoração em silêncio, todos se levantam, genufletem e regressam à sacristia, indo o Bispo de mitra e báculo.
310. Em tempo oportuno, desnuda-se o altar e, sendo possível, retiram-se as cruzes da igreja. É conveniente cobrir as cruzes que ficarem na igreja a não ser que já esteja cobertas por decisão da Conferência Episcopal.
311. Exortem-se os fiéis a que façam adoração diante do Santíssimo Sacramento, durante a noite, conforme as circunstâncias e os lugares o permitirem. A partir da meia-noite, porém, esta adoração deve ser feita sem solenidade.
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